Uma caravana composta por 14 pessoas do município de Manicoré, que percorreu a pé os 84 quilômetros do Ramal de Democracia, concedeu entrevista à Rádio Tiradentes FM 97,1 de Humaitá, onde detalhou um pouco dos objetivos da caminhada e relatou os desafios e perigos da inédita aventura.
Atualmente o ramal de 84 km que parte de Democracia em Manicoré e chega à Br 319, à altura do km 350, está completamente destruído, com três pontes de madeira desabadas e sem condição alguma de tráfego.
Segundo o presidente da Frente de Renovação Manicoreense e líder da expedição Efraim Lagos, o objetivo da iniciativa inédita, foi chamar a atenção das autoridades municipais, estaduais e federais, para a necessidade urgente da recuperação daquele ramal, pois ele é a única via de acesso terrestre de Manicoré com municípios como Manaus, Humaitá, Porto Velho, etc.
“O Ramal é o único acesso terrestre que temos e representa um ponto crucial para o município de Manicoré, pois, serve não somente para o escoamento da produção agrícola, dos produtos da floresta como castanha, açaí, etc, mas também para o transporte de combustíveis, gêneros alimentícios, medicamentos, etc”, falou Efraim Lagos.
O vereador de Manicoré Eliaquim Duarte, falou na entrevista, das dificuldades que Manicoré enfrenta por não ter uma ligação terrestre com a capital Manaus e outros municípios.
O vereador relatou que uma viagem de Manicoré a Humaitá dura em média 30 horas via fluvial. “Caso seja uma urgência de remoção de paciente para Humaitá, só via aérea ou nos chamados “Expressos”, que são lanchas rápidas, cujo frete gira em torno de 7 mil reais”.
Essa falta de opção terrestre, diz Eliaquim Duarte, também encarece sobremaneira produtos como gêneros alimentícios, medicamentos, combustíveis, etc, pois, invariavelmente precisam ser transportados de barcos ou balsas, tanto de Porto Velho quanto de Manaus, além do tempo demasiado de espera”, finalizou.
